20/05/2015 - Acelera - Nesta data realizaríamos a prática exploratória baseando-se nos porquês dos alunos sobre o filme “Mãos Talentosas”, os alunos estavam na escola, mas a maioria não quis participar da aula, preferindo ficar assistindo ao jogo de futebol na quadra da escola. O aluno Almiro, que esteve ausente à aula anterior, em 29/04/2015, quando o filme foi exibido, manifestou o desejo de assisti-lo, e assim aconteceu.
Mais tarde o aluno Sérgio e a aluna Richely entraram na sala de aula e ficaram por alguns minutos, enquanto Almiro assistia o filme, depois se retiraram.
Terminado o filme o aluno pediu me que anotasse o nome do mesmo para que ele pudesse o assistir novamente na casa de seus primos. Dei a ele deu uma folha de papel para que este escrevesse o seu porquê relativo à história.
Neste espaço registramos os desafios e as conquistas do sub-projeto Letras/Inglês (PIBID-CAPES) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Reunimos aqui nossas ações e reflexões, acreditando que compartilhando, crescemos. Início: março de 2014. Local: Escola Municipal República Argentina. Equipe: 8 pessoas.
Sunday, September 13, 2015
Monday, September 7, 2015
29/04/2015 - Acelera - Filme 'Mãos Talentosas' e Prática Exploratória
Até esse dia ainda não tínhamos conseguido introduzir o
projeto pensado para a turma, pois estava muito difícil conseguir trazer os
alunos, além dos motivos que não podemos controlar, como feriados e
programações da escola. Então, tivemos nessa aula a exibição do filme, com o
objetivo de motivar os alunos. Após o filme, os bolsistas, junto com a Rosane,
dariam inicio a uma atividade de prática exploratória, uma sugestão da Bianca
para tentar entender o funcionamento da turma e, assim, conseguir melhorar o
ambiente.
Alunos reagiram bem ao filme. Pareceram motivados com a
atividade e, no geral, prestaram atenção. Alguns episódios isolados de
implicância e falatório, mas o comportamento foi melhor que o normal.
Comentários durante o filme mostraram que eles entenderam os assuntos tratados
e estavam cientes das críticas sociais e situações apresentadas. Assuntos como
racismo, inserção social, família e violência foram destacados.
Ao final da atividade, bolsistas e a professora Rosane
modelaram os ‘por quês’ da prática exploratória, que seriam o follow-up da
atividade. Alguns alunos não entenderam a proposta e responderam às perguntas
feitas pelos bolsistas. Surgiram questões interessantes, como uma relacionada à
importância de uma faculdade, sobre desistir dos seus próprios sonhos, e
motivação e esforço para de conquistar algo.
Com a atividade, percebemos que os alunos ficaram tocados
de diferentes formas com o filme, e que souberam trazer aquelas questões
apresentadas para a realidade deles. E, apesar da postura que eles assumem de
desinteresse com coisas sérias, bem típicas de adolescentes na faixa etária
deles, vimos que existe sim uma preocupação com relação ao futuro e às
expectativas que existem sobre eles, vindas da escola, família, sociedade.
Alunos foram informados de que a atividade teria
continuidade na aula seguinte.
22/04/2015 - Acelera - Aula vazia
Essa foi uma aula que desde o início ninguém sabia como
seria, por ser uma quarta feira entre dois feriados. No fim, tinham apenas dois
alunos na escola, os dois da turma do Acelera, mas eles não queriam assistir
aula, pois estavam revoltados em ser os únicos alunos da escola. Nesse dia a
Bianca, coordenadora do projeto, foi à escola e viu como era a dificuldade em
trazer os alunos para sala.
Para esse dia estava programada a exibição do filme
"Mãos Talentosas", sugestão do Márcio, que mostra a vida de um
neurocirurgião famoso e toda a trajetória que ele passou para chegar até ali,
com a superação de episódios de morte de pessoas próximas, doenças, violência,
preconceito, pressões sociais e etc. O filme foi adiado para a semana e a
atividade do primeiro mini projeto, infelizmente, não foi em frente.
15/04/2015 - Acelera - Retomada Inglês em nossas vidas + música
Com a confusão da aula anterior, o projeto "Inglês em
nossas vidas" foi prejudicado. Nessa aula, nós bolsistas ficamos
encarregados de levar fotos que mostrassem onde o inglês estava. Mostramos
fotos com nomes de lojas, restaurantes e também produtos que temos em casa,
como produtos higiênicos. Os alunos reagiram bem à atividade. A Rosane foi
mostrando as fotos e eles tentavam reconhecer ou adivinhar o significado da
palavra, e também faziam conexões vindas deles (ex: Ah, então as pessoas falam
errado o nome da loja South?). Foi legal ver a empolgação deles quando
conseguiam responder, e até mesmo a satisfação de ver que eles sabiam sim o
conteúdo e que poderiam explorar isso. A atividade foi bem, mas se alongou
demais e eles perderam o interesse. Como
follow-up, foi pedido que eles trouxessem exemplos deles, outros lugares em que
eles achassem o inglês.
Depois a professora voltou a música usada na aula passada,
mostrando a letra e esmiuçando com os alunos, falando um pouco sobre referências
culturais na música e o que os alunos sabem sobre. Então ela passou o clipe
original da música, cantado pela Alicia Keys, sem áudio, para que eles
reconhecessem os lugares. Eles perderam o foco e pareciam saturados dessa
música. Depois dessas experiências ficou claro para a gente que as atividades
tem potencial de engajar os alunos, mas que isso precisa ser feita de uma forma
dinâmica, para não dar tempo de que eles percam o interesse e, com isso, a
gente perca eles.
08/04/2015 - Acelera - Dia de reflexão
Os alunos não entraram em sala voluntariamente. A Rosane
teve que ir buscá-los pela escola, mas eles se esconderam dela. Depois, quatro
alunos entraram em sala acompanhados do inspetor. Então a professora começou a
conversar com os alunos sobre o descaso com a disciplina, ao que um aluno
respondeu que a matéria não reprovava, portanto eles não valorizavam. O Márcio
pediu permissão para conversar com os alunos e tentou demonstrar para eles a
importância que aquelas aulas podiam ter na vida deles, conscientizá-los da
oportunidade que tinham estando ali. Também tentou motivar os alunos mostrando
que eles têm capacidade de aprender e que tem valor, e potencial. Além disso,
mostrou que existem horas diferentes, a hora de brincar e a hora de ser sério,
e que eles precisariam aprender a equilibrar isso para tirarem o maior proveito
das aulas. Eles prometeram engajamento nas aulas seguintes.
Essa aula mostrou que mesmo que lá no início eles tenham
reconhecido o inglês como importante para o futuro deles, o espaço e o tempo da
aula não são reconhecidos da mesma forma. Deixou claro também que seria necessário um
esforço ainda maior da Rosane e dos bolsistas para conseguir trazer esses
alunos para a aula e mudar a postura deles.
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